31.12.13

NESTE BLOG VOCÊ VAI ENCONTRAR AS SEGUINTES MATÉRIAS:

01 - CANARANA E SUA HISTÓRIA
02 - HISTÓRIA DA COOPERCOL - Cooperativa de Colonização 31 de Março Ltda
03 - RELAÇÃO DOS 80 PIONEIROS DO PROJETO CANARANA I
04 - PROJETOS DE COLONIZAÇÃO DA COOPERCOL, CONAGRO E COOPERCANA 
05 - HISTÓRIA D FUNDAÇÃO PRÓ-MEMÓRIA DE CANARANA 
06 - HINO DO MUNICÍPIO DE CANARANA E BIOGRAFIA DO SEU AUTOR ALGACIR COSTA
07 - HISTÓRIA DO MONUMENTO DO AVIÃO
08 - HISTÓRIA DO MONUMENTO DA CUIA E CHALEIRA
09 - HISTÓRIA DA PRAÇA SIEGFRIED ROEWER
10 - PREFEITOS, PRESIDENTES E VEREADORES DA CÂMARA MUNICIPAL
11 - HISTÓRIA DA FEIRA LIVRE DO CENTRO DA CIDADE
12 - HISTÓRIA DO CORAL MUNICIPAL VOZES DE CANARANA

HISTÓRIA DAS FAMÍLIAS PIONEIRAS DO PROJETO CANARANA I
Augusto e Marta Dunck
Siegfried Bruno e Melita Geib
Osvino e Leontina Vargas
Laurindo e Elita Southier
Edmundo Alves Oliveira
Antônio Henrique Londero
Eliseo e Irena Londero
Jacob e Herna Mühlbeier
Francisco e Hilda Dell´Osbel
Amandio e Juraide Micolino
Dejalmo e Cely Campos
Elmo e Hilda Feijó
Arlindo e Erna Meyer
Alfredo e Idelvais Oster
Alfredo Treuherz e Ella Kalkmann Treuherz

23.12.13

VÍDEOS DA HISTÓRIA DE CANARANA


http://youtu.be/FsBTGqvP-Hg













31.12.10

CANARANA E SUA HISTÓRIA

Canarana surgiu em função dos problemas fundiários do sul do pais. Em 1970 viviam em Tenente Portela 4.077 famílias de agricultores em uma área de apenas 34.000 hectares. Mais da metade dessas famílias não tinham terra suficiente para viver e criar seus filhos. Cada ano se formavam cerca de 450 novas famílias. Muitas acabavam indo para as favelas das cidades da região.
O trabalho que deu origem ao projeto Canarana iniciou com a criação da Rádio Municipal de Tenente Portela, inaugurada no dia 11 de outubro de 1970. Além do trabalho da equipe da emissora, liderada pelo então Pastor Norberto Schwantes, foram feitas reuniões onde o problema de falta de terra era diretamente debatido com os agricultores, por que falar abertamente sobre problemas fundiários era visto como subversão, pois na época estava vigente o regime militar em nosso país.
Segundo Norberto Schwantes, a meta inicial era viabilizar uma lavoura com maior produtividade, à exemplo da agricultura centro-européia, mas logo foi constatado que esse projeto era insuficiente. O agrônomo Orlando Roewer apresentou uma idéia que já era tradicional, a emigração para outros lugares do país.
Três membros da Rádio Municipal foram ver o Mato Grosso e voltaram entusiasmados. Descobriram um imenso vazio demográfico com muita terra boa e barata. Para os agricultores dispostos a emigrar a equipe sugeriu a criação de uma cooperativa e para os que queriam ficar um programa de remembramento minifundiário.
A Coopercol, Cooperativa de Colonização 31 de Março Ltda, teve sua assembléia de criação no dia 31 de março de 1971. Ela entrou para a história como a primeira cooperativa colonizadora do país.
O sonho dos agricultores era ir para Dourados, Mato Grosso do Sul, mas lá as terras já estavam inflacionadas. A diretoria da cooperativa, em 15 de fevereiro de 1972, viajou  para o Mato Grosso a fim de ver as terras no então Município de Barra do Garças. Na altura da localidade conhecida como Váo, o ônibus atolou e muitos queriam voltar atrás. Os persistentes levaram a viagem até o fim, mas ao voltarem para Tenente Portela  o agrônomo alemão Diter Fomford pintou um quadro muito negativo das terras do Mato Grosso causando uma debandada: dos 400 sócios iniciais restaram apenas 36.
A esse grupo juntaram-se mais 44 totalizando 80 famílias. Foi então que a Coopercol adquiriu uma área de 39.981 hectares, que era da viúva Fontoura, proprietária do Laboratório fabricante do Biotônico Fontoura.
No dia 14 de julho de 1972 começaram chegar  na região as primeiras das 80 famílias de pioneiros  dando início ao Projeto Canarana I. As primeiras duas famílias foram trazidas por Luiz Cancian e foram as de Siegfried Bruno Geib e Ervino Teixeira Berft. Inicialmente se alojaram num acampamento conhecido como “Vila Sucuri”. Cada pioneiro recebeu um lote de 480 hectares, ficando uma parte como área de reserva e instalações urbanas. Antes do surgimento da cidade foram criadas três agrovilas, cada uma numa distância de seis quilômetros do perímetro urbano.
O nome “Canarana” foi escolhido a partir de uma pesquisa feita pelo Agrônomo Orlando Roewer. Entre as espécies de fauna e flora existentes na região, chamou a atenção o nome de um capim chamado de canarana. Norberto Schwantes e seus companheiros de  trabalho optaram por esse nome por ser bonito e por ser semelhante a Canaã, a terra prometida aos hebreus cuja história lemos no Antigo Testamento da Bíblia. 
Depois do projeto Canarana I, uma série de outros projetos de colonização foram sendo implantados, dando origem ao atual município de Canarana: Projeto Canarana II, Canarana III,  Projeto Garapu I, Garapu II,  Garapu III, Projeto Serra Dourada, Projeto Tanguro I, Tanguro II e Projeto Kuluene. Se somaram aos projetos diversas fazendas que já tinham sido adquiridas por particulares.  
Além da Coopercol-Cooperativa de Colonização 31 de Março Ltda, foi criada a Coopercana-Cooperativa Agropecuária Mista Canarana Ltda, em 05 de julho de 1975, que durante 18 anos atuou na região dando suporte a produção, assistência técnica, comercialização e melhorias na infra-estrutura.
No início as famílias viveram uma experiência de lavouras comunitárias e de uso comunitário das máquinas agrícolas. Com a vinda do financiamento do Banco do Brasil, cada família passou a ter a sua própria plantação.
O povoado de Canarana, que desde o início se firmou como núcleo central dos projetos de colonização foi inaugurado em 1º de maio de 1975.
Canarana tornou-se distrito de Barra do Garças pela Lei Estadual 3.762 de 29 de junho de 1976 abrangendo as áreas dos atuais municípios de Água Boa, Ribeirão Cascalheira e Querência. O Sr. Marino Schaeffer foi o primeiro sub-prefeito nomeado pelo então Prefeito Wilmar Peres de Farias.
Em 30 de dezembro de l978 foi constituída a Comissão Pró-Emancipação tendo como membros: Luiz Cancian, Elói Ernesto Rabuske, Luiz Palma, Guido Afonso Rauber, Mário Mazureck e Nilvo Vicente Colling, de saudosa memória.
O plebiscito foi realizado dia 11 de novembro de 1979 e Canarana tornou-se município através da Lei nº 4.165, de 26 de dezembro de 1979. O projeto foi de autoria do deputado Ricardo Corrêa e sancionado pelo Governador Frederico Campos. A instalação do município ocorreu em 15 de fevereiro de 1981 com a nomeação do Sr. Luiz Cancian como primeiro dirigente municipal.
O primeiro prefeito eleito foi o Sr. Francisco de Assis dos Santos e seu vice foi Eugênio Juventino Tonial.  Seu mandato teve início em 01 de fevereiro de 1983 e término em 01 de janeiro de 1989. A 1ª Legislatura teve como vereadores: Avelino Simioni, Asildo Ari Weirich, Assis Simon, Jairo Groff, Antônio Bonfim dos Santos, Jandir Pezzini, José Carlos de Souza, Antônio Valadares, Carlos Mazureck e Bertholdo Grubert.
O segundo prefeito eleito do Município de Canarana foi o Sr. Darci Jesus Romio com o Vice Guido Afonso Rauber. Seu mandato  foi de 01 de janeiro de 1989 a 01 de janeiro de 1993. A 2ª legislatura teve como vereadores: Naudi Rohr, Madelaine Terezinha Stragliotto, Elídio Corbari, Daniel Saggin, Raimundo Ribeiro da Silva,  Saul Girelli, Juraci Ponsi Fabrício, Ivo Dalpizzol, Antônio Giacomini e Arnildo Franz.
O Sr. Luiz Cancian foi o terceiro prefeito eleito com mandato de 1993 a 1997, tendo como vice Walter Lopes Faria.  Neste quadriênio a câmara de vereadores foi assim constituída:  Madelaine Terezinha Stragliotto, Elias Oliveira dos Anjos, Laurindo Schwartz, Gilmar Antônio Kerber, Colmar da Costa e Silva, Odila Bandeira, Raimundo Ribeiro da Silva, Juracy Ponsi Fabrício e Ivani Terezinha de Castro.
O 4º prefeito eleito foi o Sr. Darci Jesus Romio tendo como vice Evaldo Osvaldo Diehl.  Seu mandato foi de 1997 a 2000. A câmara  na 4ª Legislatura foi assim constituída: Joá Jose Porto dos Santos, Solange Colossi, Sadi Antônio Turra, Madelaine Terezinha Stragliotto, Elias Oliveira dos Anjos, Raimundo Ribeiro da Silva, Manoel José Alves, José Roberto Siqueira Trovo, Elói Hetzel e Gilmar Antonio Fiorentin.
O Sr. Evaldo Osvaldo Diehl foi o 5º prefeito eleito de Canarana e seu mandato foi de 01 de janeiro 2001 a 01 de janeiro de 2005. O vice-prefeito foi Sadi Antônio Turra.  A Câmara Municipal de Vereadores ficou assim constituída: Ênio Heinche Hass, Renilton Gomes de Souza, Ismar Grubet, Mauro de Souza Vieira, Joá José Porto dos Santos, Mauro Luiz Mrojinski, Carlito Barbosa Silva,  Traudi Dalice Becker, Solange Colossi e  Beatriz Irber.
O sexto prefeito eleito de Canarana é Walter Lopes Faria e sua vice é Marilei Bier. Seu mandado vai de 1º de janeiro de 2005 a  1º de janeiro de 2008. A Câmara Municipal conta com os vereadores: Joá José Porto dos Santos, Orlando Francisco Dourado, Márcia Graziela Luft, Pedro Lauri Kuhn, Manoel Jesus de Freitas, Mauro de Souza Vieira, Renilton Gomes de Souza, Paulo José Gonçalves e Ênio Henche Haas.
O setimo prefeito eleito de Canarana é Walter Lopes Faria e sua vice é Marilei Bier. Seu mandado vai de 1º de janeiro de 2009 a  1º de janeiro de 2012. A Câmara Municipal conta com os vereadores: Joá José Porto dos Santos, Orlando Francisco Dourado, Mauro de Souza Vieira, Paulo José Gonçalves, Airton Braz da Rosa, Gema Favreto Colling, Madelaine Stragliotto, Francisco Cavalcanti e Ênio Henche Haas.
O oitavo prefeito eleito foi Evaldo Osvaldo Diehl e seu vice Olenir Bernardo Bernardi. Seu mandato vau de 1º de janeiro de 2013 a 31 de dezembro de 2016.

Os Vereadores da 8ª Legislatura são os seguintes: Francisco Cavalcanti, Paulo José Gonçalves, Ivete Vaniz Romio, Laudemiro Alves Vieira, Márcia Graciela Luft, Gilmar Miranda de Almeida, Ederson Pörsch, Claudir Sonemann Feijó e Renato Locatelli dos Santos. 
O Município de Canarana conta com uma área de 10.870 Km² e sua população estimada em 19.000 habitantes.
Sua economia se destaca como maior produtor de grãos do Vale do Araguaia, sendo a soja a principal cultura. O rebanho de gado conta com cerca de 450.000 cabeças numa área de 600.000 hectares de pastagens.
Canarana apresenta um grande potencial turístico com suas pousadas situadas às margens dos rios Sete de Setembro e Culuene. Os monumentos do Avião e da Cuia são os pontos mais visitados em seu perímetro urbano.
Na área da Educação Canarana conta com duas escolas estaduais, duas particulares e 20 escolas municipais. O número de alunos é superior a sete mil.
Canarana se destaca como Pólo Regional de Educação no Ensino Superior mantendo cursos da UNITIS, UNOPAR e UNIC e conta com um Centro Universitário.         
Na área de serviços públicos Canarana conta com diversos órgãos de abrangência regional. A construção do Fórum inaugurado no dia 14 de julho de 1990 e a instalação da Comarca foi uma das conquistas mais comemoradas pela comunidade.
Na Saúde Canarana conta com dois hospitais particulares, uma Policlínica Municipal e sete Postos de Saúde nos bairros e interior. O atendimento por parte do Município é totalmente gratuito, inclusive com exames de laboratório e atendimento odontológico.

30.12.10

02 - HISTÓRIA DA COOPERCOL - COOPERATIVA DE COLONIZAÇÃO 31 DE MARÇO LTDA


Siegfried, Orlando e Norberto
A Coopercol – Cooperativa de Colonização 31 de Março Ltda, foi criada dia 31 de março de 1971. Ela foi a cooperativa que iniciou a colonização do nosso Município e surgiu graças ao trabalho de Norberto Schwantes e Orlando Roewer, que lideraram a organização dos colonos de Tenente Portela na busca de uma solução para o problema da falta de terra no município.
A Assembléia de criação da Coopercol foi realizada no prédio do cinema de Tenente Portela e foi coordenada pelo Prefeito Euclides Salamoni. Conforme nos conta o jornal “O MUNICIPAL” de Tendente Portela edição de 07/04/71, os debates tiveram orientação alternada. Antes da assembléia foram projetados sleides da viagem da Equipe da Rádio Municipal ao Mato Grosso.
Pela manhã foi feito o lançamento do jornal “O Municipal”, como órgão auxiliar da Cooperativa de Colonização, além de suas naturais finalidades comunitárias. Os agricultores de um modo geral demonstraram confiança no projeto, revelando nível satisfatório de cultura. Os trabalhos da assembléia duraram cinco horas: das 9:00 às 14:00 horas. Não houve intervalo para o almoço, deixando os participantes bem a vontade no plenário. No final, parcela dos agricultores inscritos pagou a taxa de inscrição como associados.
No final ficou definido que o próximo passo seria encaminhar o pedido de licença de funcionamento às autoridades em Porto Alegre. Para isso a Equipe da Municipal está preparando os documentos necessários.
O jornal conta ainda que O advogado Luiz Pavon e o agrônomo Flávio Quintana foram encarregados pela INCRA de orientar os estudos e o futuro projeto de colonização. Chegaram, viram e ajudaram a fazer os estatutos, dizendo: “agora façam a assembléia dos agricultores, aprovem estatutos, peçam licença para funcionamento da cooperativa, depois registrem-na na Junta Comercial, depois façam o projeto que o Dr. Paulo Rebello, delegado do INCRA no Estado, gostou da idéia. Ela está dentro da política do Governo Federal”.
Durante a Assembléia foi eleita a primeira diretoria da Coopercol, que tinha os seguintes componentes: presidente: Siegfried Roewer, vice-presidente: Avelino Righi, secretário: Lenis Franceschetti, tesoureiro: Arlindo Müller, conselheiros: Alvino Winck e Heinz Kürschner, conselheiros suplentes: Ladislau Krolikowski e Érico Schindler, conselho fiscal: Egon Eberhardt, Élio Nicaretta e Amandio Micolino, suplentes: Armando Peter, Nathaniel Rigo e Florindo João Lorenzon.
O presidente Siegfried Roewer escolheu os cargos de confiança: gerente Norberto Schwantes, diretores técnicos: engenheiros Orlando Roewer e Delfino Dal Forno, diretor contábil: José Amílcar de Souza e diretor de relações públicas: jornalista Edemar Ruwer.
Com o falecimento de Siegfried Roewer em 13 de maio de 1973 o vice-presidente Francisco Romano Urban assumiu o posto até o final do mandato. Posteriormente foram presidentes da Coopercol: Rudevalde Osvino Bier(1974 a 1979), Laurindo Southier(1979/1980), Bertholdo Grubert(1980 a 1983), Arlindo Schwantes(1983 a 1986) e Valdir Evangelista Schmitt Zeni(1986 a 1995).
De 1972 até 1976 a Coopercol implantou os seguintes projetos de colonização: Projeto Canarana I com área total: 39.981 há, 80 famílias assentadas; Projeto Canarana II com área total: 9.800 ha, 47 famílias assentadas; Projeto Canarana III, área total: 28.700 ha, 71 famílias assentadas; Projeto Garapu I, área total: 9.800 ha, 47 famílias assentadas; Projeto Água Boa I; Área total: 24.300 há; 60 famílias assentadas; Projeto Água Boa II; Área total: 14.500 há; 36 famílias assentadas; Projeto Vale da Serra Azul; Área total: 16.200 há; 52 famílias assentadas e Projeto Areões; Área total: 18.500 há; 44 famílias assentadas.

29.12.10

03 - PIONEIROS DO PROJETO CANARANA I

1-Dolcídio Diniz, 2-Oswaldo Guedes Chaffes, 3-Victor Dalosto, 4-Dejalmo Henrique de Campos, 5-Valdir Evangelista Schmitt Zeni, 6-Pedro Dalosto, 7-Iguariaçá Jorge Dalosto, 8-Silvano Schaeffer, 9-Marino Schaeffer, 10-Miguel Beckmann, 11-Érico Woiciekowski, 12-Ladislau Krolikowski, 13-Josefa Rogoski, 14-Roque José Schaeffer, 15-Olívio Gnadt, 16-Onório Gnadt, 17-Anatólio Kehl, 18-Albrecht Papko, 19-Arlindo Mayer, 20-Augusto Dunck, 21-Bertholdo Grubert, 22-Nathaniel Hiller Wisch, 23-Jacó Mühlbeier, 24-Valdomiro Mühlbeier, 25-Querino Nicaretta, 26-Ettero Nicaretta, 27-Otto Fleck, 28-Arno Nicaretta, 29-Balduino João Tirloni, 30-Almeri João Tirloni, 31-Jandir Pezzini, 32-Juventino Pezzini, 33-Tarcísio Schneider, 34-Ângelo Lucídio de Faveri, 35-Edison Fleck, 36-Antônio  Henrique Londero, 37-Hélio  André Schaeffer, 38-Guilherme Afonso Hanauer, 39-Edmundo Alves de Oliveira
40-Eliseo GuerinoLondero, 41-Pedro Henrique Simon, 42-José  Simon, 43-Amandio Micolino, 44-Idaí Zatti, 45-Alberto Eberhardt, 46-Augusto Alexandre Frigo, 47-Ceniro Antônio Franceschett, 48-Dirceu Franceschett, 49-Artêmio José Kunz, 50-Nelson Schlemmer, 51-Laurindo Southier, 52-Nelson José Pfeiffer, 53-Willy Leonardo Röpke, 54-Arno Röpke, 55-Valdir Hédio Röpke, 56-Alfredo Arnaldo Röpke, 57-Antônio Guerra, 58-Walter Kalkmann, 59-Reserva, 60-Eberhardt Giessmann, 61-Alvício Winck, 62-Adílio José Winck, 63-Ademar José Parzianello, 64-Siegfried Roewer, 65-Francisco Del`Losbel, 66-Oreste Berté, 67-Remi Antônio Manini, 68-Vilmar Tirloni, 69-Siegfried Bruno Geib, 70-Oldimir Darcio Röpke, 71-Gentil Dalmolin, 72-Francisco Romano Urban, 73-Osvino Anselmo Vargas, 74-Sylvino Broetto, 75-Almiro Otávio Bier, 76-Rudewalde Osvino Bier, 77-Vercidino Cecatto, 78-Olívio Scapini, 79-Elmo Garcia Feijó, 80-Luiz Antônio Pfeiffer, 81-Edemar Kurt Ziech.

28.12.10

04 - PROJETOS DE COLONIZAÇÃO IMPLANTADOS PELA COOPERCOL, CANAGRO E COOPERCANA

I – COOPERATIVA DE COLONIZAÇÃO 31 DE MARÇO LTDA - COOPERCOL
1972 – Projeto Canarana I com área total: 40.000,0 há, 81 famílias assentadas;
1973 - Projeto Canarana II com área total: 9.800 ha, 47 famílias assentadas;
1974 - Projeto Canarana III, área total: 28.700 ha, 71 famílias assentadas;
1974 – Projeto Garapu I, área total: 9.800 ha, 47 famílias assentadas;
1975 – Projeto Água Boa I; Área total: 24.300,0 há; Famílias assentadas: 60
1975 – Projeto Água Boa II; Área total: 14.500,0 há; Famílias assentadas: 36
1975 – Projeto Vale da Serra Azul; Área total: 16.200,0 há; Famílias assentadas: 52
1976 – Projeto Areões; Área total: 18.500,0 há; Famílias assentadas: 44
II - COLONIZAÇÃO E CONSULTORIA AGRÁRIA – CONAGRO S/C LTDA
1976 – Projeto Garapu II, área total: 25.014 ha, 56 Famílias assentadas;
1976 – Projeto Garapu III, área total: 9.993 ha, 24 Famílias assentadas;
1977 – Projeto Serra Dourada, área total: 14.672 ha, 31 famílias assentadas;
1977 – Projeto Tanguro I área total: 13.000 ha, 32 famílias assentadas;
1978 – Projeto Tanguro II área total: 19.736 ha, 49 famílias assentadas;
1977 – Projeto Xavantina, Área total: 22.068,0 há; Famílias assentadas: 75
1977 – Projeto Tabaju; Área total: 14.981,0 ha; Famílias assentadas: 81
1978 – Projeto Água Boa III; Área total: 22.240,0 há; Famílias assentadas: 55
1978 – Projeto Kuluene Área total: 51.647 ha, 90 famílias assentadas.
III - COOPERATIVA AGROPECUÁRIA MISTA CANARANA LTDA – COOPERCANA
1978 – Projeto Terranova; Área total: 435.000,0 há; Famílias assentadas: 2.500
1978 – Projeto Bela Vista; área de 7.200 há; famílias assentadas: 33
1985 – Projeto Querência; área de 170.000 há; famílias assentadas: 506
1985 – Projeto Norberto Schwantes; área de 54.000 há; famílias assentadas: 70
1985 – Projeto Ana Terra; área de 18.000 há; famílias assentadas: 40
1985 – Projeto Terra Linda; área de 107.000 há; famílias assentadas: 260

27.12.10

05 - HISTÓRIA D FUNDAÇÃO PRÓ-MEMÓRIA DE CANARANA

A Fundação Pró-Memória de Canarana nasceu a partir do trabalho de um grupo de pioneiros e lideranças do Município que começaram se reunir para encontrar uma forma de organizar e expor os objetos, fotografias e documentos que fazem parte da história da colonização. Essa necessidade vinha sendo levantada a mais tempo pelo Sr. Arlindo Schwantes, irmão do Colonizador Norberto Schwantes.
O sonho começou virar realidade quando o Sr. Orlando Roewer, que foi o diretor técnico da Cooperativa de Colonização 31 de Março, se deslocou de Cuiabá e passou de casa em casa convidando as pessoas para uma reunião para debater o assunto.
A reunião foi realizada no dia 15 de julho de 2003, na Câmara de Vereadores, ocasião que foi formada a Comissão Organizadora do Projeto Pró-Memória tendo como presidente o Sr. Augusto Dunck, secretária Noeli Maria Dunck Dalosto e membros: Osvino Vargas, Margarida Buehler Zich, Eugênio Tonial, Renata Vieira, Marilei Bier, Gentil Dalmolin, Edelgard Elsi Geib Gnadt, Enio Heinche Haas, Ismar Grubert e Anibaldo Pommer. Essa reunião foi coordenada pelo Sr. Orlando Roewer.
O projeto proposto pela comissão compreendia três etapas: Memorial Norberto Schwantes, Museu do Imigrante e Centro Histórico.
No dia 16 de julho de 2003 a comissão se reuniu novamente para dar encaminhamento às ações iniciando com a discussão sobre o local para construção do Arquivo Histórico. Foram propostos locais como o canteiro da Avenida Rio Grande do Sul, a Praça Central Siegfried Roewer e o lote do antigo prédio da Prefeitura que foi destruído pelo incêndio.
Para realizar esse trabalho a comissão decidiu pela criação da Fundação Pró-Memória ficando o Sr. Arlindo Schwantes como assessor da elaboração do Estatuto e o Sr. Orlando Roewer para buscar informações junto a Fundação Julio Campos em Cuiabá. A comissão coordenadora provisória pró-fundação foi formada pelo presidente Augusto Dunck, vice-presidente Anibaldo Pommer, secretária Noeli Maria Dunck Dalosto e vice-secretário Domingos Finato.
Após as reuniões dos dias 22 de julho, 05 de agosto e 10 de outubro de 2003, foi realizada a Assembléia Geral de instituição da Fundação Pró-Memória de Canarana no dia 11 de outubro de 2003, junto a Câmara de Vereadores. Na abertura da assembléia o Sr. Orlando Roewer fez uma retrospectiva histórica do processo colonizatório acontecido no Brasil, destacando a importância da colonização de Canarana.
Passou-se então para a leitura e aprovação do Estatuto da Fundação. Em seguida foi realizada a escolha dos membros do Conselho Curador, ficando assim constituído: representantes das famílias pioneiras: Augusto Dunck, Olívio Scapini, Valdir Zeni, Edmar Ziech, Renata Vieira e Verena Oster; representantes das demais famílias de associados: Marilei Bier, Madelaine Stragliotto, Gabi Winck Ribeiro de Moura, Carlos Araújo, Anibaldo Pommer e Elemar Eberhart; representando a Igreja Católica: Guido Afonso Rauber; representanto a Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil: Osmar Dieter; representando a família do colonizador Norberto Schwantes: Arlindo Schwantes; representando a família do colonizador Orlando Roewer: o próprio Orlando Roewer.
Os membros do Conselho Curador se reuniram no dia 13 de outubro de 2003 para a escolha da diretoria da Fundação que ficou assim constituída: Presidente: Augusto Dunck; vice-presidente: Anibaldo Pommer; Secretária: Madelaine Terezinha Stragliotto; superintendente: Marilei Bier; conselho fiscal titular: Verena Oster, Elemar Eberhardt e GabiWinck Ribeiro de Moura; suplentes do conselho fiscal: Olívio Scapini, Valdir Zeni e Carlos Gomes Araújo.
Para o encaminhamento da documentação da Fundação foram designados os Srs: Arlindo Schwantes, Orlando Roewer e Anibaldo Pommer. O trabalho de divulgação junto a imprensa ficou a cargo de Domingos Finato.
Após a criação da Fundação o Conselho Curador continuou se reunindo tendo como principal preocupação a construção de um espaço físico que pudesse abrigar a história de Canarana. Essa meta foi alcançada graças a uma verba federal de R$ 80.000,00 conseguida pela Deputada Federal Celcita Pinheiro a pedido dos Vereadores Ênio Haas e Mauro Mrojinski.
Com esse recurso e mais a contrapartida da Prefeitura Municipal o prédio próprio da Fundação Pró-Memória foi iniciado no dia 09 de fevereiro de 2004 e inaugurado no dia 26 de junho de 2004.
Agora com seu prédio próprio a diretoria e o Conselho Curador da Fundação continuaram fazendo suas reuniões na segunda segunda-feira de cada mês para dar continuidade ao trabalho de reunir o acervo histórico do Município. No mês de dezembro de 2004 o presidente Augusto Dunck esteve em Brasília e recebeu uma doação de fotografias, documentos e recortes de jornal da viúva do Colonizador Norberto, a Sra. Gertrudes Schwantes.
A partir do dia 03 de janeiro de 2005, a Fundação passou a contar com o trabalho do Sr. Domingos Finato, com expediente das 14:00 às 18:00 horas. Iniciou-se então a organização da exposição permanente de fotos, objetos e documentos e a confecção de quadros contendo a história e as principais fotos das famílias dos colonizadores. Durante alguns meses do ano 2005 foi apresentado um quadro semanal na TV Nova Xavantina denominado “Momento da História de Canarana”, uma coluna no jornal O Pioneiro denominada “Pagina da História de Canarana” e a exibição de fotos históricas de Canarana no site da VSP na Internet. A partir do mês de novembro de 2007 a Fundação Pró-Memória passou a apresentar um programa na Rádio Comunitária Vida Nova, todos os sábados das 07:00 às 08:00 horas da manhã. A partir de 2008 atuaram nos trabalhos e atendimento no Centro Histórico Daiana Genevro Magni, Sandra Mataran e atualmente Luana da Silva Trindade.
FUNDAÇÃO PRÓ-MEMÓRIA DE CANARANA 
Rua Tenente Portela, 327 - Centro - Canarana, Mato Grosso, Brazil
CONSELHO CURADOR DA FUNDAÇÃO: Representantes dLaurindo Southier, Augusto Dunck e Eliseo Guerino Londero; Representantes de livre escolha dos associados: Carlos Araújo, Valdir Zeni, Francisco Dell’Osbel; Representante da igreja Católica: Domingos Finato; Representante da IECLB: Osmar Dieter. Representante do colonizador as famílias pioneiras: Norberto Schwantes: Onório Gnadt; Representante da família do colonizador Orlando Roewer: Orlando Roewer. DIRETORIA 2010/2011: Presidente: Augusto Dunck; Vice-presidente: Carlos Araújo; Secretário Domingos Finato; Superintendente: Osmar Dieter; Titulares do Conselho Fiscal: Francisco Dell’Osbel, Laurindo Southier e Eliseo Guerino Londero; Suplentes do Conselho Fiscal: Onório Gnadt e orlando Roewer.

ALGUMAS PEÇAS DO MUSEU DO CENTRO HISTÓRICO






26.12.10

06 - HINO DE CANARANA E BIOGRAFIA DO SEU AUTOR, ALGACIR COSTA

Lei que criou o Hino do Município de Canarana:
ESTADO DE MATO GROSSO - Prefeitura Municipal de Canarana- CNPJ 15.023.9221/0001-91 - Projeto de Lei n° 034/2010 - De 30 de setembro de 2010 - Institui como Hino Oficial do Município de Canarana a composição de Algacyr Costa, e dá outras providências. Walter Lopes Faria , Prefeito Municipal de Canarana, Estado de Mato Grosso, no uso de suas atribuições legais, Faço saber que a Câmara Municipal de Vereadores aprovou, e eu sanciono a seguinte Lei que: Art. 1° - Fica instituído, como Hino Oficial do Município de Canarana, a composição de Algacir Costa, intitulada “Hino do Município de Canarana Terra Esperança”, conforme letra e música em anexo que fazem parte integrante da presente Lei. § 1° - O Hino instituído neste artigo será executado por ocasião de solenidade inaugural, de eventos oficiais promovidos pelo Município. § 2° - O ensino do Hino Oficial de Canarana é obrigatório nas escolas públicas municipais. Art. 2° - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Art. 3° Revogam-se as disposições em contrário. Gabinete do Prefeito Municipal de Canarana, Estado de Mato Grosso, 30 de setembro de 2010.

HINO DO MUNICÍPIO DE CANARANA TERRA ESPERANÇA (Algacyr Costa)
Virgem brotastes das entranhas do cerrado/ Num firme brado de trabalho e suor.
Heróis pioneiros morando em tetos de lona/ Mãos de cordeona a semear vida melhor.
Iluminados pela força imigrante/ Em teu semblante refulgem raios de sóis
Dias e noites, na constância que promove/ Fé que comove, a fisgar mil arrebóis.
Rico eldorado, verde selva, linda gente/Traz ao presente, exemplo de força e paz.
És Canarana com Norberto e sua alma/ Ouvindo palmas de um povo viril, capaz.
Quanto trabalho, quanta luta, sofrimentos/ Sem suprimentos para os filhos sustentar.
Lembrando sempre na distância seus parentes/ Saudoso sente uma angustia à cabrestear.
Cravaste fundo nesta terra a esperança/ Como uma fiança no futuro a esperar
Calma velhice, paz, amor, fraternidade/ Felicidade a nós todos abraçar.

 DADOS BIOGRÁFICOS DE ALGACIR COSTA, AUTOR DO HINO DE CANARANA
Clary, Algacir e Diamandú
Algacir Costa nasceu na Vila Teixeira, 7º Distrito de Passo Fundo, hoje município de Tapejara, estado do Rio Grande do Sul, no dia 11 de outubro de 1944. Estudou música nos conservatórios de Passo Fundo nos anos 1968/1969, violão clássico no conservatório do Recife em 1971, e piston clássico no Recife e João Pessoa em 1981. Ministrou dez cursos de Teoria e Solfejo como representante da ordem dos músicos de Porto Alegre, no interior do Estado do Rio Grande do Sul, nos anos de 1986 e 1988.
É criador de um método pioneiro de gaita de botão, um método de iniciação ao violão, um método para piston e outro método inovador de solfejo, leitura musical. Escreveu arranjos para bandas de Músicas, foi compositor, musicista e poeta. Gravou em 1963 um disco em 78 rotações, um compacto duplo em 1966 e mais 4 LPs solo. Pussui 8 LPs gravados com o Grupo Os Fronteriços.
Participou em mais de 25 festivais de Música Nativista como compositor, interprete e em outros como jurado.
Fez apresentações nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Pará.
Algacir Costa gravou um LP em Buenos Aires em 1978. Participou com Os Fronteriços nos Festivais Del Litoral, Apostoles e Missiones, na República da Argentina, e no 25º Festival Internacional de Folclore em Santarém, Portugal, 1983.
Escreveu arranjos para corais e foi regente. Tocava sete instrumentos: gaita de botão, violão, baixo, cavaquinho, piston, trombone e piano. Escreveu músicas para todos esses instrumentos.
Algacir era casado com a cantora Clary Marcon, com a qual teve, os filhos, Diego e Diamandu Costa, que agora é o artista Yamandu, o prodígio incontrolável da música instrumental, hoje famoso internacionalmente e considerado um dos melhores violonistas do Brasil.
Em sua biografia conta que o guri tinha 12 anos, quando em plena avenida central de Passo Fundo, a capital do Planalto Médio do Rio Grande do Sul,  os Fronteriços se preparavam para um show.  O guri saltitou entre as alpargatas e espiou o público e viu que tinha apenas cinco pessoas. Foi então que o pequeno Yamandu mirou os olhos nos do pai e sugeriu: "Bah, vamos cancelar este troço, só tem cinco pessoas!" Endiabrado, Algacir reagiu antes que o garoto pudesse piscar. Agarrou-o pelo braço, olhou fundo em sua alma e disse: "Você nunca mais me fale uma coisa dessas. Tem cinco pessoas? Pois nós vamos tocar como se fossem cinco mil! Este show vai ser o melhor da nossa vida. Nunca desrespeite seu público dessa maneira!"
Hoje, aos 28 anos, um DVD e seis discos lançados, sempre que o violonista Yamandu Costa sobe a um palco em Paris ou Tóquio, Rio ou São Paulo, Viena ou  na Alemanha, normalmente aguardado por uma platéia numerosa e devotada por seu virtuosismo, impetuosidade e capacidade de improviso, ele lembra do pai e daquelas cinco pessoas naquele teatrinho, e carrega a lição de que nada é mais importante do que ter respeito pela arte e por quem a consome.
Assim fala Yamandu a respeito do Pai Algacir: "Meu pai morreu com a carreira limpa. Sempre fez o que quis, nunca se vendeu pra ninguém, nunca ficou pensando na coisa mais comercial, mandou tudo à merda e investiu só no que ele acreditou. Isso eu carrego o tempo inteiro. A dignidade de um artista é o que mais importa", decreta o filho orgulhoso, enquanto cortamos o solo gaúcho rumo a Passo Fundo, adentrando o pampa pela infinita highway de nuvens carregadas, deixando para trás simpáticas cidadelas com igrejas de torres pontudas e cartesianas praças centrais.
Algacir Costa veio para Canarana pela primeira vez a convite do CTG Pioneiros do Centro Oeste, para ser jurado do 2º Festival de Música Gaúcha denominado Grito Pampiano, em outubro de 1993.
Gostou da cidade se transferindo para cá no final do ano 1993,  juntamente com seu filho Yamandu, permanecendo durante os anos 1994 a 1995. Além de dar aulas de música, foi regente do Coral Municipal Vozes de Canarana e trabalhou como músico na animação de festas e bailes.
Neste tempo que residiu em Canarana compôs a músicas Terra Esperança, que foi sendo reconhecida como a melhor composição feita em homenagem a Canarana. Essa música foi oficializada através da Lei 034/2010, como hino do município, aprovada por unanimidade pela Câmara Municipal de Vereadores em sessão realizada no dia 27 de outubro de 2010.
Em função de problemas de saúde voltou para o Sul e residiu em Porto Alegre até o seu falecimento que ocorreu em 1997.
Assista o vídeo da música Terra Esperança cantada por Yamandu Costa:  http://youtu.be/tFiAU1lkZwg

25.12.10

07 - HISTÓRIA DO MONUMENTO DO AVIÃO

Texto de Arlindo Schwantes e Domingos Finato 

“Muita gente  pergunta sobre a origem, o significado e a história do avião/monumento da Praça Siegfried Roewer de Canarana que se tornou um símbolo de identificação da cidade. (Aquela cidade onde tem um avião na praça). O Douglas DC-3 – A VACA – Viação Aérea Canarana – começou a voar a serviço da colonização nesta região no final do ano de 1975, transportando agricultores e outros interessados em se transferirem para esta região. 

Há pessoas que informam que o avião trouxe os primeiros moradores de Canarana, mas isto não é correto porque em 1975 a vila de Canarana já estava consolidada e os primeiros moradores vieram em 1972. 

O que salvou o avião do sucateamento foi a visão histórica que teve o então Administrador Municipal Luiz Cancian como chefe do Poder Executivo em sua primeira gestão, transportando-o, em 1981, do antigo aeroporto para a praça central onde se transformou em monumento histórico. 

“O nosso avião – Prefixo PP-YPU – foi fabricado e montado pela Douglas Aircraft Corporation em sua fábrica em Oklahoma City, no Estado de Oklahoma, nos Estados Unidos.

O avião é do tipo Douglas C-47-5-DK, conforme especificações da época, com número de série 12.303.
Em 11 de janeiro de 1944, durante a Segunda Guerra Mundial, com prefixo 42-92496, foi entregue para a USAAF (United  States Air Force – Força Aérea dos Estados Unidos).
Em 05 de fevereiro de 1944, com o prefixo FZ 697 foi transferido à RAF (Royal  Air Force – Força Aérea da Grã-Bretanha).
A partir de 16 de maio de 1944 ficou baseado em Leicester East na 107ª Unidade de Treinamento Operacional.
Em 01 de março de 1945 foi transferido para a 1333ª Unidade de Transporte em Leicester East,  unidade essa transferida em 25 de outubro de 1945, após a guerra, para Syerston.
O avião foi desativado e em 17 de julho de 1946 adquirido pela Canadian Ltd. De Montreal, no Canadá.
Em 13 de dezembro de 1946, foi vendido e entregue para a Linhas Aéreas Natal, RN, com o prefixo PP-JAB.
A Linhas Aéreas Natal foi absorvida pela Real Transportes Aéreos em dezembro de 1950 e a aeronave foi re-registrada como PP-YPU.
Em agosto de 1961 a Real Transportes Aéreos foi adquirida pela Varig e o avião permaneceu com a matrícula(prefixo) PP-YPU.
Em 1969 foi vendido pela Varig para a Caraíba Metais S.A. , uma empresa do Grupo Baby (Francisco) Pignatari e registrado em 21 de março de 1972.
Em 21 de maio de 1976 foi definitivamente entregue à Cooperativa de Colonização 31 de Março Ltda – COOPERCOOL – com sede em Barra do Garças-MT, após ter sido anteriormente registrado na Conagro S.C. Ltda.
Desde 1981 encontra-se em exposição estática em Canarana – MT.
Vemos que, pelo registro de sua história, o nosso avião/monumento lutou na Segunda Guerra Mundial como integrante da Força Aérea da Grã-Bretanha onde os C-47 eram conhecidos como Dakoka. O nosso era um Dakota III.
Quando foi adquirido pela Cooperativa de Colonização 31 de Março Ltda o avião já tinha voado 34.887 horas e 36 minutos.
Estes dados históricos do nosso avião nos foram gentilmente cedidos pela Senhor Martin Bernsmüller de Porto Alegre – RS, que durante muitos anos trabalhou na Varig e na Lufthansa como comissário de bordo e hoje trabalha em uma agência de viagens.
Como vemos o Senhor Bernsmüller forneceu um histórico completo. Ele próprio é quem destaca as qualidades do velho, mas bom DC-3 nos quais muito voou.
O seu hobby é colecionar fotografias de aviões comerciais das quais já possui um acervo de mais de 30.000 exemplares e registrar a história dos aviões que voam e especialmente dos que voaram no Brasil.
Ele tomou conhecimento da existência deste avião através de uma reportagem da Zero Hora de Porto Alegre sobre colonizações gaúchas onde o avião foi retratado”.
Além desta bela história escrita por Arlindo Schwantes, irmão do Colonizador Norberto Schwantes, é bom acrescentar que a iniciativa de tornar esse avião um monumento partiu do então gerente da Coopercol Guido Afonso Rauber.  O mérito do então presidente da Coopercol Bertholdo Grubert e do Administrador Luiz Cancian foi o de acolher a idéia que Guido apresentou e colaborar para a sua efetivação. A inspiração que levou Guido Rauber ter essa idéia de tornar o avião um monumento veio de uma praça existente na cidade de Canoas-RS, que também tem um avião como monumento.

24.12.10

08 - HISTÓRIA DO MONUMENTO DA CUIA E CHALEIRA

Foi no início do ano de 1978 que os moradores da vila de Canarana, que era distrito do Município de Barra do Garças, se organizaram para emancipar Canarana tornando-se assim uma nova cidade no coração do Centro Oeste brasileiro. Na época, em função de sua grande extensão territorial, Barra do Garças era considerado um dos maiores municípios do mundo,
Naqueles anos a população de Canarana era constituída em mais de 80% de moradores vindos dos estados do Sul do Brasil. Por isso estes moradores, na sua maioria agricultores, eram chamados de gaúchos. Este apelido, com certeza, soava bem nos ouvidos dos agricultores sulistas vindos, não só do Rio Grande do Sul, mas também de Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul. Todos eles tinham origem e parentesco com os pampas do Rio Grande.
Este sonho da emancipação urgente era motivado  pela falta de assistência do município de Barra do Garças em todas as áreas, especialmente da saúde, educação e estradas. A distância da Sede do Município, que era de 340 km, se constituía um dos maiores motivos para criar uma cidade e prover ela da infra-estrutura necessária para todos.
Criou-se então a Sociedade Amigos de Canarana – SAC. Esta sociedade tinha como objetivos: 1º) Levar a frente o movimento e emancipação; 2º)  representar a população junto aos órgãos dos governos municipal, estadual e federal, pois Canarana ainda não tinha grande representação política nestes poderes;  3º) organizar a Vila de Canarana para dar a ela um aspecto de cidade, com abertura de ruas, avenidas e praças. Vale frisar que este trabalho de embelezamento da cidade era feito em forma de mutirão pela população sem remuneração. Existia um espírito de bairrismo dos habitantes de Canarana, que queriam ver a cidade crescer e ser a mais bonita.
Dentro deste sentimento algo deveria ser feito para marcar e cultivar estes sentimentos. Foi então que numa reunião da Sociedade Amigos de Canarana – SAC, foi proposta a idéia de se construir um monumento ou algo que fizesse memória do esforço e sacrifício dos pioneiros, que sem auxílio de verbas do governo,  só no esforço e na fé de vencer, construíram CanaranaFoi aí que Guido Afonso Rauber, na época gerente da Cooperativa de Colonização 31 de Março Ltda – Coopercol, se colocou a disposição para elaborar um projeto para construção do monumento da Cuia e da Chaleira.
Na reunião seguinte da SAC foi apresentado o projeto, que  depois de visto e analisado, todos o aprovaram. Como havia na época falta de pedreiros, o próprio Guido construiu o monumento juntamente com  alguns auxiliares.
A inscrição “Em Homenagem a Você” deverá ser perpetuada e destinada a todos aqueles que visitarem o monumento.  Para definir o formato da chaleira o autor se inspirou  numa chaleira da sua casa paterna. Seu pai falava que aquela chaleira, na qual se inspirou, tinha mais de 100 anos. A cuia e a bomba também foram inspiradas nos modelos existentes na infância na casa dos pais.
Segundo o autor, este Monumento da Cuia e Chaleira de Canarana não tem similar. É criação própria do autor e hoje a fotografia deste monumento está espalhada pelo Brasil e pelo mundo. O Monumento da Cuia e Chaleira foi inaugurado em 25 de julho de 1979, dia do Colono e do Motorista, muito comemorado e festejado no sul. Esta data tem sua origem na chegada ao Brasil dos primeiros imigrantes alemães e italianos, acontecida no dia 25 de julho de 1875.

23.12.10

09 - HISTÓRIA DA PRAÇA SIEGFRIED ROEWER


A praça central de Canarana, conhecida como Praça do Avião, foi denominada de Praça Siegfried Roewer, logo após a instalação do município em 15 de fevereiro de 1981. Foi o primeiro decreto do primeiro administrador do Município, Luiz Cancian. A homenagem se deve ao fato de Siegfried Roewer ter sido o primeiro presidente da Coopercol – Cooperativa de Colonização 31 de Março Ltda.
A praça se situa na quadra 41 do loteamento urbano do Projeto de Colonização Canarana I implantado pela Coopercol em 1972. A planta da cidade é de autoria do Engenheiro Agrônomo Orlando Roewer, assessor técnico da Coopercol. Ela foi aprovada pela Câmara Municipal de Barra do Garças e sancionada pelo Prefeito Valdon Varjão no dia 18 de agosto de 1976.
O ajardinamento e urbanização da praça foram iniciados em fevereiro de 1978, quando Canarana era ainda distrito de Barra do Garças e o Sr. Marino Schaffer era sub-prefeito.  Por iniciativa da Coopercol, que tinha como gerente o Sr. Guido Afonso Rauber, foi limpado o cerrado existente no local e foram criados corredores com suas laterais sinalizadas com pedras brutas recolhidas fora da cidade. As pedras posteriormente foram pintadas com cal branca para melhorar a sua aparência.
Olhando para aquela praça as pessoas começaram comentar que deveria ser feito alguma coisa para melhorar o seu aspecto. Foi então que surgiu a idéia de se construir um monumento em homenagem aos pioneiros. O Sr. Guido Rauber, após apresentar um projeto que foi largamente debatido pela comunidade, liderou a sua construção. O monumento foi construído sob a forma de três triângulos sobrepostos. O primeiro triângulo lembrando o homem e a mulher que vieram juntos desbravar Canarana em perfeita harmonia, felizes em sua relação com Deus, com os outros e consigo mesmo.  O segundo triangulo simbolizando as três tradições que estavam no sentimento da alma do povo desbravador: o pioneirismo, a fé e a família. O terceiro triangulo terminado em ponta apontava para o infinito indicando que somente permanecendo no Plano de Deus seremos felizes. Toda essa mensagem do significado do monumento foi colocada dentro de um vidro de conserva escrita em três línguas e esse vidro foi misturado ao concreto durante a construção. 
Esse monumento, que foi o primeiro construído na história de Canarana, com todo esse bonito significado, posteriormente foi demolido pelo primeiro administrador do Município, o Sr. Luiz Cancian. Não foi possível resgatar nem mesmo o pode de vidro contendo a mensagem escrita em três línguas.
Na tentativa de recuperar a memória histórica, um monumento com os mesmos moldes foi construído durante a Administração Francisco Assis dos Santos e Eugênio Juventino Tonial. O monumento reconstruído foi inaugurado no dia 15 de fevereiro de 1985.  Agora, 23 anos depois, esse monumento histórico foi novamente demolido. A demolição aconteceu em outubro de 2008 pela Administração Walter Lopes Faria e Marilei Bier.
Outra obra construída pela comunidade na praça central foi uma quadra de esportes. A obra foi feita em mutirão no ano de 1979 e também foi demolida pelo primeiro administrador Luiz Cancian quando assumiu a Prefeitura em 1981.
Em 31 de julho de 1987 foi inaugurado um outro monumento contendo o nome dos 80 pioneiros do Projeto Canarana I. Os nomes foram feitos de metal e preso numa prancha de mármore. Posteriormente os nomes foram sendo retirados por pessoas da comunidade sobrando somente o mármore e em outubro de 2008 o que restou do monumento foi demolido pela Administração Walter Lopes Faria e Marilei Bier.
Em maio de 1981 foi criado o Monumento do Avião por iniciativa do então gerente da Coopercol – Cooperativa de Colonização 31 de Março Ltda, Guido Afonso Rauber. Hoje é o símbolo histórico mais significativo e divulgado de Canarana.
Em 1990 na qualidade de vice-prefeito e secretário de obras, Guido Afonso Rauber idealizou e liderou a construção da passarela situada ao lado do Avião Monumento. Além de servir para possibilitar uma melhor visualização do Avião ela é uma obra de arte que embeleza a praça. Em seus 18 anos de existência a passarela foi um local que proporcionou muitos momentos alegres de encontros de famílias, amigos e namorados. Serviu de palco para encenações na Sexta-Feira da Paixão e foi um dos locais mais procurados para bater fotos por visitantes e turistas vindos das mais diversas partes do mundo.
Na Administração Francisco Assis dos Santos aconteceu a construção da Biblioteca Pública Municipal Castro Alves. Também foi construído o palanque oficial. Posteriormente foi reformado durante a Administração Darci Jesus Romio e em outubro de 2008 foi demolido pela Administração Walter Lopes Faria e Marilei Bier. Para realizar uma reforma na praça Siegfried Roewer,  a administração municipal de Walter Lopes Faria e Nega demoliu o prédio da Biblioteca Municipal construído em 1985, arrancou as calçadas feitas de lajotas, o Palanque Oficial que foi palco de muitos atos cívicos em homenagem ao Município e ao País. Também arrancou novamente o monumento triangular em homenagem aos pioneiros e em dia 16 de outubro de 2008 iniciou a demolição da passarela situada ao lado do avião monumento, que foi construída em 1990. A demolição da passarela foi interrompida através de uma liminar judicial encabeçada pela Fundação Pró-Memória de Canarana e assinada por diversas lideranças da comunidade. Com a retirada da liminar após insistentes pedidos do Prefeito, a passarela foi definitivamente demolida no dia 10 de dezembro de 2008. A partir daí até o final do ano de 2010 a Prefeitura executou um novo projeto para a praça cuja inauguração está prevista para 15 de fevereiro de 2011.     
Última foto batida na passarela - 10/12/08


Primeiro monumento da história de Canarana

Busto de Norberto Schwantes inaugurado dia 18.06.11

       

22.12.10

10 - PREFEITOS, VICES E VEREADORES NA HISTÓRIA DE CANARANA


PREFEITOS DA HISTÓRIA DE CANARANA
1981 e 1982 - Luiz Cancian – Administrador nomeado.
1ª Administração - 1983 a 1988 - Francisco de Assis dos Santos com o vice Eugênio Juventino Tonial. 
2ª Administração - 1989 a 1992 - Darci Jesus Romio com o Vice Guido Afonso Rauber.
3ª  Administração- 1993 a 1996 - Luiz Cancian com vice Walter Lopes Faria.
4ª Administração - 1987 a 2000 - Darci Jesus Romio com o vice Evaldo Osvaldo Diehl.
5ª Administração - 2001 a 2004 - Evaldo Osvaldo Diehl com o vice Sadi Antônio Turra.
6ª Administração - 2005 a 2008 - Walter Lopes Faria com a vice Marilei Bier.
7ª Administração - 2009 a 2012 - Walter Lopes Faria com a vice Marilei Bier.
  
PRESIDENTES DA CÂMARA DA HISTÓRIA DE CANARANA:
Biênio 1983 e 1984 - Bertholdo Grubert.
Biênio 1985 e 1986 – Avelino Simioni
Biênio 1987 e 1988 – Asildo Ari Weirich
Biênio 1989 e 1990 – Saul Girelli
Biênio 1991 e 1992 – Juraci Ponsi Fabrício
Biênio 1993 e 1994 – Gilmar Antônio Kerber
Biênio 1995 e 1996 – Juraci Ponsi Fabrício
Ano 1997 – Madelaine Terezinha Stragliotto
Ano 1988 – Raimundo Ribeiro da Silva
Biênio 1999 e 2000 – Solange Colossi
Biênio 2001 e 2002 – Ismar Grubert
Biênio 2003 e 2004 – Ênio Henche Haas
Biênio 2005 e 2006 – Joá José Porto dos Santos
Biênio 2007 e 2008 – Ênio Henche Haas.
Biênio 2009 e 2010 – Mauro de Souza Vieira
Biênio 2010 e 2011 – Paulo José Gonçalves

VEREADORES:
1ª Legislatura: Avelino Simioni, Asildo Ari Weirich, Assis Simon, Jairo Groff, Antônio Bonfim dos Santos, Jandir Pezzini, José Carlos de Souza, Antônio Valadares e Bertholdo Grubert. Os suplentes Carlos Mazureck e Maria Elsi Schneider também assumiram durante um período.
2ª legislatura: Naudi Rohr, Madelaine Terezinha Stragliotto, Elídio Corbari, Daniel Saggin, Raimundo Ribeiro da Silva,  Saul Girelli, Juraci Ponsi Fabrício, Ivo Dalpizzol, Antônio Giacomini e Arnildo Franz.
3ª Legislatura: Madelaine Terezinha Stragliotto, Elias Oliveira dos Anjos, Laurindo Schwartz, Gilmar Antônio Kerber, Colmar da Costa e Silva, Odila Bandeira, Raimundo Ribeiro da Silva, Juracy Ponsi Fabrício e Ivani Terezinha de Castro.
4ª Legislatura: Joá Jose Porto dos Santos, Solange Colossi, Sadi Antônio Turra, Madelaine Terezinha Stragliotto, Elias Oliveira dos Anjos, Raimundo Ribeiro da Silva, Manoel José Alves, José Roberto Siqueira Trovo, Elói Hetzel e Gilmar Antonio Fiorentin.
5ª Legislatura: Ênio Heinche Hass, Renilton Gomes de Souza, Ismar Grubet, Mauro de Souza Vieira, Joá José Porto dos Santos, Mauro Luiz Mrojinski, Carlito Barbosa Silva,  Traudi Dalice Becker, Solange Colossi e  Beatriz Irber.
6ª legislatura: Joá José Porto dos Santos, Orlando Francisco Dourado, Márcia Graziela Luft, Pedro Lauri Kuhn, Manoel Jesus de Freitas, Mauro de Souza Vieira, Renilton Gomes de Souza, Paulo José Gonçalves e Ênio Henche Haas.
7ª Legislatura: Joá José Porto dos Santos, Orlando Francisco Dourado, Mauro de Souza Vieira, Paulo José Gonçalves, Airton Braz da Rosa, Gema Favreto Colling, Madelaine Terezinha Stragliotto, Francisco Cavalcanti e Ênio Henche Haas.

21.12.10

11 - HISTÓRIA DA FEIRA LIVRE DO CENTRO DA CIDADE - 1990 a 2005

A Feira Livre, que se situava na Avenida Rio Grande do Sul, centro de Canarana, foi a primeira obra construída pela Administração Darci Jesus Romio e Guido Afonso Rauber. Sua inauguração aconteceu no dia 13/05/90. A obra contou com uma verba da Secretaria Estadual de Agricultura, que na época tinha como secretário o Engenheiro Agrônomo Orlando Roewer. O governador do Estado era Carlos Bezerra.
         O vice-prefeito da época, Guido Afonso Rauber, além de projetar a feira foi o coordenador dos trabalhos de sua construção. Segundo ele, a sua construção foi reivindicada pelos hortifrutigranjeiros que tinham como objetivo formar uma cooperativa de produção e venda de hortaliças para cidade e com isso necessitariam de um local para comercializar seus produtos. Naquele ano a Prefeitura incentivou a formação de hortas comunitárias. Foi com esse apoio que nasceu a horta comunitária do Jardim Bela Vista, que continua funcionando até hoje.
         Além de servir como feira do produtor o local transformou-se num centro de eventos culturais, políticos, sociais, religiosos e educacionais. As feiras do produtor eram sempre um grande encontro da comunidade onde eram apresentados números artísticos pelos talentos locais.
         A Feira Livre foi palco de diversos festivais da canção, carnavais de rua, feiras de ciências, atos cívicos, atos religiosos, palestras, festas natalinas e encontros políticos. Durante muitos anos a Feira Livre foi o principal local de encontro da comunidade de Canarana. Um local acolhedor, livre e aberto para todos. Certamente que no coração de cada canaranense permanece uma lembrança, uma saudade e um sentimento de tudo de bom que foi realizado neste local.
         Com o surgimento da Feira Nordestina, realizada todos os domingos no Bairro Nova Canarana, a Feira Livre do Centro não foi mais usada pelos hortifrutigranjeiros. Ela continuou sendo palco de eventos, mas com menos freqüência. Em função disso passou a ser freqüentada por andarilhos e mendigos.
         No ano de 2002, com apoio da Administração Evaldo Osvalldo Diehl, da Câmara de Vereadores e outras lideranças da comunidade, o Centro Cultural e Artístico iniciou um trabalho visando transformar a antiga Feira Livre em Feira do Artesão. As lideranças culturais e comunitárias entendiam que a Feira Livre deveria permanecer neste local por ser um marco histórico da cidade de Canarana.  As obras estavam em pleno andamento e no que fossem concluídas a Feira seria transformada de novo num lugar cheio de vida. Além de ser um centro de cultura para a comunidade de Canarana, seria um lugar visitado pelos turistas, pois ali teria uma exposição permanente dos melhores produtos artesanais do Município.
         Nas obras de transformação da Feira Livre em Feira do Artesão foram investidos recursos da Prefeitura que custeou a mão de obra, verbas da Secretaria Estadual de Cultura e recursos do Centro Cultural e Artístico de Canarana, arrecadados através de campanhas e eventos. No total foram investidos mais de R$ 50.000,00(cinqüenta mil reais).
         Esse projeto, porém, foi interrompido pela Administração Municipal, tendo como Prefeito Walter Lopes Faria, com apoio de cinco dos nove vereadores da Câmara. No dia 10 de dezembro de 2005, por volta das 05:00 horas da manhã, embaixo de chuva, os funcionários da prefeitura iniciaram a demolição da Feira. Como o Centro Cultural tinha ingressado na Justiça com uma ação em favor da manutenção da Feira, as autoridades judiciárias foram acionadas e por volta das 08:00 horas a demolição foi interrompida.
         Posteriormente a Prefeitura Municipal e o Centro Cultural fizeram um acordo e a Feira do Artesão foi totalmente demolida ficando no local uma plantação de grama. O acordo foi realizado através de uma audiência realizada diante do Juiz da Comarca, Dr. André Barbosa Guanaes Simões no dia 23 de fevereiro de 2006. Representando a Prefeitura estavam presentes o Secretário de Obras Sadi Turra e o advogado Dr. Alberto Souza. Do lado do Centro Cultural estavam a presidente Gema Favreto Colling e o advogado Dr. Rodrigo Manfrói. Como testemunhas da parte do Centro Cultural estavam presentes Werner Diehl e Domingos Finato. 
Ficou acordado diante do Juiz que a Prefeitura iria ceder para o Centro Cultural um pavilhão construído ao lado do Campo de Futebol da Catuense denominado Centro de Comercialização de Artesanatos. Iria devolver os vidros temperados que haviam sido adquiridos para o fechamento de todas as aberturas da Feira do Artesão. Também pagaria uma dívida de R$ 3.500,00(Três mil e quinhentos reais) junto ao Sicredi e  iria construir uma réplica das primeiras casas de Canarana ao lado da Sociedade de Damas com objetivo de ser uma feira permanente de artesanato.  


Assim teria ficado a Feira Livre do centro da cidade